sábado, 7 de julho de 2012


" SPLEEN "


Morri agora por tuberculose

e se mau tratei meu tempo,

foi minha culpa pelo mal

de um século que não é meu.

                               Ivan Ribeiro


...VARIAÇÃO...


Agenor, o Poeta nestes versos

viu a cara da morte e Ela estava viva.

...VIVA!

Já o Poeta destes versos

vê a cara da vida e Ela está tão morta.

...MORTA?


Ivan Ribeiro


quinta-feira, 5 de julho de 2012


Versos Noturnos



Eu, aqui ! ao pé da noite não tão veloz

Onde eis-me co’a dor de poeta de versos

Feitos como quem morre, são diversos

Meus confeitos a calar o que me há voz.



Já não me conheço, pois nem bem persos

São meus dias, mais me vejo um albatroz

Que inda bate asas num destino feroz

Além do horizonte, além dos submersos...

 


-Dor de poeta é dor de um verso que não fez

Mas sentiu; sentir é o que faz sentido,...

Sentido é o que faz sentir... Mas de uma vez!

 


Jamais quis ser um poeta já destruído

Pelo meu tempo, pois se assim que desfez

Meu Juízo,... falta faz meu comprimido!




Ivan Ribeiro





Autoexílios



A dor que me diverte
Abre a porta para dentro de mim,
Navego em ondas calmas
Onde é o meu exílio, lá sou herói
De uma fragata em que desvenda
Os mares; lá sou herói, Herói de mim!



...
O amor que me desperta
Abre a porta para dentro de mim,
Sobrevôo em ventos brandos
Onde é outro exílio, lá sou herói
De uma esquadrilha em que penda
Aos ares; lá sou herói, Herói de mim!



... 
A fúria que me corrompe
Fecha a porta para dentro de mim,
Sobrevivo em ondas bravas em
Ventos fortes onde é meu pesar.



...
-Cá sou gladiador de uma arena em
Que luta pela dor e o amor, luto,...
E não há exílios; cá sou perdedor
De mim, às vezes, sou de Mim o vencedor.
Do resto, cá sou cowboy, Cowboy de mim
E de alguém, como dói!




...Ivan Ribeiro



quarta-feira, 4 de julho de 2012

  

  Poema em linha reta







Queda


 
Tropecei no ar
E caí do céu; Foi na
Terra que me afirmei.


Voei o mais além
E caí do ar; Foi no
Mar que me ancorei.



Brinquei no fogo
E caí do Hélio; Foi no
Álcool que me queimei.


Já no alto do amor
Caí então me veio a dor;
Foi na vida que me guardei.


Do alto precipício
Foi de onde Eu caí; Já
Na desgraça de ser Poeta;


-Do chão eu não passei!
 
 
Ivan Ribeiro
                                                                  

 



  

segunda-feira, 2 de julho de 2012




Poema de Finados - Por Ivan Ribeiro


                              




domingo, 1 de julho de 2012

SONETO




"Soneto de Enredo" 

 

 Já deitado eternamente em seu berço
 Esplendido de Rose Mary, ó Brasil
De pátria mal parida! Flor em vão, vil
Da America, o cu de world sul do terço.



  Ó, Serra- d’ourada! Tucano outras mil...
  Verás que a andorinha não faz um verso
  Ou serás se que um filho teu, peverso...
  Não foge da putta. És mãe, ou és fuzil?!



  Ó, Pátria armada entre outras que pariu
  Calada! Já Por Ti às mãos eu lavo...
  Mas, estas, são as mesmas que’ao céu te viu,



  Que’aos Céus orou feita a Rosa ao seu Cravo
  Que, igualmente amou e tanto e lhe sorriu;
  -Senhor, perdoe a quem se faz tão bravo!





                         Ivan Ribeiro 
             (?)