quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dentro da Velocidade





Dentro do que é veloz a noite é breve
Ou mesmo em peso de verão
E o amor é leve feito a poesia que me veste
o coração do dia 
serve a aquecer  o que é de solitude.

Ai, que noite de agonia igualmente fresca em vão!

Todos tem o seu prelúdio
e, a dor, é perceber o já feito além do amais no peito
Que adormece o fato consumado
e consumido está...

Mas quem dará jeito
dentro da velocidade que cede à boca
...a sede do desesperado.






terça-feira, 18 de setembro de 2012

Soneto




Raízes de uma paixão


Semeei na firme envolta do meu peito
Já fértil em terra, as raízes mais puras
De uma paixão tão rara por loucuras.
Se é por tão rara sei que é dom perfeito.


Não colherei da flor as tais verduras
De teus espinhos, nem mesmo a um só leito
Derradeiro envolva meu corpo eleito
Juvenil... co'estes versos... desventuras...


Sem um ai de amor sinh'alma me vela
O mal que me crucia, nem fui feliz
Regando a própria flor que me revela!


Mas algum poeta fui, e a semear raíz
De uma paixão sendo a coisa mais bela
Por colher,... o que me vale a cicatriz!?



"Porventura"




Se, quando as retinas
por detrás dos meus óculos 
virem a verter gotas de carater cristalinas
em qualquer noite, 


Nos óvulos mais fecundos de tais criaturas
...demais são meus profundos
e crueis afãs em meio aos ais
em tantas ruinas.


Ai, se eu me curvar diante à doçura do amor
que me ultraja no olhar da naja mais delicada!


E, se eu puder, porventura, ter...
a salvação pra cor fria?


:Que haja o colorau e se faça.
Se faça por fazer da doença o lindo olhar
e se tansfigure puro verde...


Verde puro verdeal e verde musgo.









segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ÂMBAR



É doce o lábio do cálice
que me consola frente à ambição
de tantos sabios, bêbados sabios
ou sabios mais lucidos .


vou pedir perdão mesmo estando certo
sendo exato.


Já na multidão sou agora o dono da bola
que outrora fui o sono de quem zumbizou.


da solidão me despi na dor incolor
do trago que engorda pela gola


e do cálice que me consola, é mais fresco
o seu aroma ao meu fresco hálito.



...




Átimo



Um poema no qual 
silencia em seu espaço
de quando em quando
alguem põe-se a ler.


Uns avistam uma vista a vista
em uma análise, umas frases...
E a fúria tem o poder
sobre o olhar mais atento.

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Em um piscar de pálpebras
lágrimas caem sobre o papel
disperso no tempo
e em seu espaço nada vale
sobre o passo que passa.


Átimo!
Logo é mais eterno e íntimo.


E se diaboleiam trevas em cores frias,
Qualquer tinta
se rubra em sangue quente.


E cá do ventre
e mais acolá do estranho
Os versos saltam para a turbulencia.




quarta-feira, 12 de setembro de 2012



Poeta autônomo



A formiguinha atravessou o papel
onde o poeta nada havia
escrito de surpresa.


-E para que?
Se o tempo apagou o frêmito
e elegância posta no silêncio
em branco naquela noite.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Poesia Asfaltiana




Sujeito indefinido



Se uns tomam eter outros cocaina
e o poeta de Bandeira em vez
de triste toma alegria,
os poetas do Asfalto por vez da morte
tomam a vida e tombam 
(a)o corte o gozo o gole o trago à goela abaixo...



Jà o sujeito sem jeito toma a despedida
e em vez de suas vezes
Da mátria ou pátria mal parida toma a sua
do só por ontem,
hoje toma a do outro.



Ao Davi da vida

            do Poeta da outra já parida