sexta-feira, 12 de abril de 2013

Em um instante agora



Mendigo é a mais doce criança
com todo seu esplendor de adulto oculto:
Lindo!

Porém se queixa por falta de amor
e de pão e de vida e de...
Se já não se conhece em seu vasto mundo,
todos o vê por seu sofrimento
e por sua dor que morre vivendo
já contida por desejo à esperança.

É preciso acordar essa doce criança
que dorme em meio fio da verdadeira praça é nossa
e na meia lua do dia que se irradia após a noita fria.

Em seu instante agora 
eu me queixo, mas não há nada por fazer
se não admirá-la feito um homem doce. 





Uma mina no meio do caminho


Há uma mina no seio e em meu caminho
Há uma mina em meio às minas
Havia e há uma mina
Há uma mina em Minas
Jamais me esqueço desta mina
Na lida e vida dos meus olhos tâo negros
jamais a esquecerei
Que no meio de um caminho
Havia e há uma mina
Uma mina em meio ao meu carinho
Há uma mina
Mas também há o ninho!





sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Eu e os Idiotas


Houve um tempo em que eu sorria
nunca percebi que meu amigo
chorava feito um idiota
-para onde olhava se ocultava
e eu não sabia que esse amigo
se ocultava porque para quem olhava
era o espelho que o dizia asneiras.

Eu nunca pus a chorar
porque pensei que só quem chora
são os idiotas e eu detestava idiotas,
por isso me distanciei do idiota.

Agora entendi que os idiotas
existem de monte por aí afora,
entendi também que todos choram
e que todos se põe a sorrir
e, porventura, eu também choro
quando me flagro diante do espelho
e o meu "amigo" me diz asneiras
quando me deparo diante de mim mesmo.

Hoje descobri que só choro
porque eu também sou um idiota
e que meu amigo sorri
porque quando estamos diante
um do outro dizendo asneiras;

Eu me ponho a sorrir e a chorar
e meu amigo também
-porque somos todos uns idiotas!





"Alquimia"


Nunca observei doutores nem li bulas
como li uns versos, mas há tempos
um certo Mestre me observou poeta
com um escrevedor um cigarro e um café
em uma noite de solitude.

Me foi dado entre os tempos desta
noite uma conspiração exagerada
jogada em um papel.

Um forte e constante ruído
me aproximou da morte mesmo estando
vivo e solene.

A alquimia formou o que fora
uma folha branca em tons doirados
de energia e de versos existentes.

Mas amanhã o tempo colherá minhas palavras
já plantadas e o poeta estará vivo
mesmo estando morto e enterrado.





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"ARBÍTRIO"


Quero almar de vez o meu corpo,
mas não quero perder o fruto
                                      proibido.
Quero almar de vez o meu corpo,
mas não posso perder o fruto
                                     proibido.
penso em dar abrigo à minha alma,
é preciso almar o corpo...
pois posso almá-lo!

Só não penso no dia em que pensar,
                                   -é preciso?

Quero almar de vez o meu casco,
mas não desejo apartar o fruto
                              mais comido.
Jamais , eu que sei! Quis ser o seu
abrigo de vez. Eu quero me almar
e amando o meu fruto perdido.

Mas é preciso dar alma se almando
o corpo a casca? Não sei!

Só não sei se sei o dia em que saber.
                            -Almar-me -ei?!  


O Verbo


Pai! Por tudo queu já fiz
ainda mesmo com tal zelo
e em verdade, até que quis
quebrar este meu gelo;

-Só pra ser feliz!
...

Pai! O que faço é incerto
pelo peso de minha cruz
sei que o fim está perto
onde existe a minha luz;

-Só pra ver o certo!
...


Pai! Tive em mãos o bom
da vida que prossegue,
mas tenho em mãos o dom;
verbo que me persegue:

-Só pra ler em alto e bom som!
...





                                bom som

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Irreal e Desleal



Não há um Éden
Que realmente é real;
-real e o que se vê,

O que se prova,
com o ateu!

...

Não há um Herói
Que lealmente é leal;
-leal é em quem se crê,

É quem está na cova,
como Eu