quinta-feira, 5 de abril de 2012

"Ao Rei do São de Planos"




(Na hora “H”)


Na hora “H”, se não crer,... Ser

Mais humano, porra! Querer

É Ser,... Vir ao dano, pelo dono

De seu abandono já é ser,... Vir

Ao ser de ti,...  Ver à Sodoma

E te ver à Gomorra.

É preciso chegar na hora “H” e “Vê”!

Mas, ver o quê?...


Por Ivan Ribeiro ao Davy

(...
 "EIS O CONCORD!" 



O MAIS FÉRTIL EM MIM



Reflexo


Às vezes fico cansada
De mim mesma,... Ó, Deus!
-Fico cansada de olhar
No espelho e ver a mesma,...
Sempre a mesma imagem!
                                ...

Às vezes fico pasma só
De ver o que está à margem
De mim mesma, às vezes
Sinto-me a margem de meu
Próprio Best-seller que
Ainda não me pus a ler.
                               ...

E, me sinto sufocada
Por minha asma ao ver
Se, é miragem ou se é mesmo
O meu próprio fantasma
Do íntimo mais fértil.


                       Ivan Ribeiro

" AO SONHO QUE ME PONHO "




                                     João-Pestana






Cai no sono como quem cai

No abismo o Poeta depois

De seu suicídio!
...

Se, na noite como quem cai

Do precipício, o Poeta

Sou Eu, depois de meu

Próprio homicídio;...
...

O que me resta de onde

Eu saí? É só o despertar

Deste meu ego TÃO


SEU ,MEU EGOísmo!





Ivan Ribeiro





                                     
                                      " MEU SONHO "





quinta-feira, 29 de março de 2012

" Pátria Real "



Desafiando o seio

As trevas me trazem o Filho
No trovão de minha vida, e o preço
É menos teu na desordem do meu culto
A comemorar o sétimo dia de uma
Nova ordem espiritual.
                              ...
No meu culto tu és toscas letras
Que versejam em meio ao amor mais
Doloroso, és também a Musa
Que me delicio na multidão com toda
A voz rouca em grave dor.
                             ...
Sou Adão revestido de negro e
Pierrot para onde uivou o credo destes
Lábios que me beijam o sexo de
Meus prazeres egoístas que me prezam
A culpa de minhas linhas línguas sujas
Em permanente silêncio.
                            ...
E, de casto lhe aliviei de delícias e
De ódio, tudo resta à morte só não o
Mais forte e o bom às dores em pé ao
Posto de saúde, ao doce riso real.
                           ...
Ah! Desafiando o seio a nossa própria
Morte, ao som do lar à luz aonde veio ao
Vosso mundo; o Moribundo!

                                        Ivan Ribeiro

" Tantra "



                "Tropicália"  

" Consentimento Poético "



Poema de Finados

"De Manuel Bandeira por Ivan Ribeiro"


                                                                                                                        

" PÁTRIA ARMADA "



Deitado eternamente



As luzes lhe trazem o brilho
Na treva da tua morte, e, o gozo,
É todo meu no silêncio do teu corpo
A se desfazerem em pó de onde fora
Outrora, fora do que és no corpo
Além, há quem chora por agora.


No teu corpo eu sou moscas
Que varejam em meio ao odor mais
Saboroso, sou também os vermes
Que se deliciam no silêncio de toda
A lua cheia de tanto amor.


No meu silêncio noturno só
Lembranças em volta de revolta
Há em cada gole de café feito
escarro, em Cada trago de
cigarro feito a fé Mais cara
que pago ao Cara acima.


és Eva travestida de luz e Colombina
Para onde piscou o medo das
Pálpebras minhas que inundam a cor
De minhas retinas cansadas.


E, do fogo me serviste de incêndio e
De ócio, mas nada vale a vida...
Só a despedida com flores café ao gosto De amargo pranto falso.


Ah! Deitando eternamente em berço
Esplêndido, ao som do bar e à cruz onde Veio ao mundo; o Vagabundo!
                      
                                                          Ivan Ribeiro