quarta-feira, 23 de maio de 2012

" MANDALA "





                                              REGINA HEIN





 Regina Hein e Ivan Ribeiro





                                                                                  




"  Lixo humano não existe "

Artista plástico David Abdo

     " Lixossauro"       
                                                  







Usurpador


Meus pálidos versos,
Levo escrevo devo, não nego!
Ó, estes versinhos-versos! DizEM
Pálidos em meio às detentaS
 Linhas sedentas de tal
Collor de sede, o lápis cede

...NA BOCA VEM A SEDE.

 
Escrevo-te, sem queu
Imagine outros em um
Momento aqui presente.
Meu presente em meu presente
É já! morrer jovem para
Viver pra sempre. Lido
Na vertigem vivo na origem.


Mas, sem queu os queira
Vou lhes traçando estes em
Seu lugar em seu tempo seu espaço.


...Vou invadindo quebrando
Barragem. Vou-me embora
Pra linguagem pra sacá...na...
 Gen.te-amar.gem... Te
Traço a traço este troço, este ócio.


Vergonho-me disto, eu sei!
Disponho-te daquilo que falta
Ou do que me resta?


-Se presta, eu ponho isto
Naquilo e aqui àquilo
EU TESTO mais pr’acolá...


Mas, estes versos tímidos,
Roubaram linhas d’outrem.
São versos dos adversos adversários.


Não é o que deveria, mas é!


Versos estes, versos pertencidos
Hoje é o que ‘stá aqui do que fora ontem
Ora esquecidos para o eterno

...e pra o alÉm.



Ivan Ribeiro

sábado, 19 de maio de 2012


Uma sombra no meio do caminho



No meio do caminho vinha
uma sombra...


Vinha uma sombra no veio
do caminho


Vinha uma sombra

O meio do caminho vinha
numa sombra.


Jamais lhe esquecerei nesse
aparecimento da lida
de minhas retinas tão fustigadas.


Jamais me esquecerei
que no meio do caminho vinha
uma sombra...


Vinha uma sombra que me
assombra.


Vinha uma sombra.
Vinha uma sombra no veio
do caminho.


No meio do caminho vinha
uma sombra... uma sombra
no meio, me assombra...


No veio do caminho tinha
uma sombra.



Ivan Ribeiro 























De vez em quando

Amarei de vez quando
o teu amor for possível
ter em minhas mãos;
-de diversos adultos, por
outros versos outros vultos...

O amor;"fogo que arde 
sem se ver..."
É ainda a brasa que me 
queima os olhos, ao lhe ter
ao meu ser, se deve ao ser!

O amor;"ferida que dói
e não se sente..."
É ainda a chaga que me
sangra a pele ao dente...
Ah! Ao meu ente mais valente!

Quando o meu amor,
Seja ele como for, se possível
tê-lo em tuas mãos de versos ocultos,
Por outros insultos outros cultos...
Amarei de corpo quente
e de alma ardente!

E, assim, quando possível for,
Eu te amarei por toda
A minha---------------- lida,

Por toda sua vida!!!
E, assim, e, de vez em quando
Eu te amarei
De
       vez
              em
                    quando...

Em vez de vez.
Só de vez em quando!

      de
           vez
                  em
                          quando...


Ivan Ribeiro




POEMAS MEUS

Nos poemas em que chorei,


Eu chorei foi sem paixão.

Nos poemas em que gritei,

Eu gritei foi com a razão;

Com a paixao já me calei,

Sem júizo cantei meu perdão.

Nos poemas em que gozei;

-Eu gozei foi o meu rojão!





Ivan Ribeiro