O bêbado é o mais forte dos leões; até ao lado da morte é mais! O bêbado é o mais belo dos modelos; até ao lado do zelo é mais! O bêbado é o mais sábio dos filósofos; até ao lado do lábio é mais! O bêbado é o mais santo dos sagrados; até ao lado do pranto é mais! O bêbado é o mais cômico dos humoristas; até ao lado do mico é mais! O bêbado é o mais feito dos corajosos; até ao lado do eleito é mais! O bêbado é o mais rico dos burgueses; até ao lado do cínico é mais! O bêbado é o mais alto dos soberanos; até ao lado do assalto é mais! O bêbado é o mais bravo dos selvagens; até ao lado do escravo é mais! O bêbado é o mais fino dos elegantes; até ao lado do grã-fino é mais! O bêbado é o mais livre dos poetas; até ao lado que o prive é mais!
O bêbado é o mais absoluto dos deuses; até ao lado do luto é mais! O bêbado é assim, é tudo... Menos ele mesmo; até ao lado do mudo ele é mais um absurdo, até ao lado do surdo é mais!
meus poucos amigos... tão claros tão raros, meus caros! tão caros em me servir as mãos sempre que possível deixam outras coisas mais deixam outra coisa amais que o impossível :imagens en color en close visões para o céu para o mar recordações de fogo e de gelo infinitos particulares para amar desamar e para ser só ser perdão ar sobre o ar que me faz pensar... :os meus poucos amigos sempre que possível ficam mais claros raros e tão caros quando possivelmente pousam suas mãos na minha mão.
Quatro partes de mim Da parte primeira de mim me levou Ao campo de concentração num forte Sonho à noite... Já ao lumiar deu sorte Com sol! Mas me veio a treva e me acordou. Da parte segunda me trouxe o corte Pro pulso e perdi tudo aquilo que sou... De meus sonhos, o único que restou Foi a lembrança de mim quanto à morte. E só por hoje, da parte terceira De mim, o meu cadáver podre dorme Aqui com os corvos... Chacal me cheira... Já da minha quarta parte 'stou torto Querendo a quinta que é em mim conforme A luz do campo, a luz de um sonho morto!
A beleza de ver e rever o sol nascer me deixa besta igual ao cego quando ouve o rouxinol imaginando-o comendo ameixa... A beleza de ver o sol se pôr me deixa às vezes triste porquê me vem o luar... que de tão lindo, penso imagino mas não nego.. -Ó rouxinol sem canto um pardal no bico do corvo sem bico pra cantar! O nêgo meigo na treva se queixa pelo descantar tão sonhado pelo imaginário
( ? ) Que amanheça a beleza dos cantares do nascer do sol!
Já não sei se sou vice ou se sou versa tampouco sei se vi alice dentro de minhas maravilhas nas perdidas ilhas com ela pouco siso muita conversa Já não sei se sou ice ou se sou berg talvez sei que vi rose, ai se é jack o burguês em amor e arte dentro da arca maravilhada na cilada de deus vindo do albergue! Já não sei se sou contra ou se sou o verso nem tão sei se sei (se) se encontra um só eu cá dentro de um verbo sei que versejo e isto até vejo mas nem tão mais disperso Já não sei se sou bemol ou se sou sustenido tão pouco sei se há um rouxinol fora de meu íntimo quase tímido no entanto que haja som para o coração quase falecido Não sei se sou matéria irreal ou matéria orgânica já nem sei se sou alma ardente ou se sou corpo quente leal esperando outro igualzinho ao meu -mas sei que não saberei da mecânica.